Eu sei que se você tem namorado(a), provavelmente presenteou ele(a) neste dia, mas sinto informar que essa data tão glamourosa, é ou foi, apenas marketing.
Em 1949, o publicitário João Doria(1919-2000) precisava promover as vendas da loja de roupas A exposição clipper em São Paulo. Para isso, teve a ideia de distribuir presentes ao casais sob o slogan "Não é só com beijos que se prova o amor". A ação foi tão repercutida que nos anos seguintes foi cultivada com diversos tipos de ações, resultando mais tarde em uma tradição, o dia dos namorados.
Publicitário João Dória
A escolha da data também não foi a toa, em Junho as vendas do comércio eram baixas, sendo assim, a melhor época para uma data tão especial e muito presenteada teria que ser neste mês.
Fábrica de roupas Clipper
Outras datas comemorativas foram e ainda são jogadas de marketing de sucesso, logo falaremos mais sobre este assunto e descobriremos tudo sobre esses "dias especiais".
Decepcionado por esse dia não ter sido marcado por um acontecimento romântico especial ou feliz, por uma ideia publicitária alcançar tanto sucesso?
Visando chamar a atenção, o anúncio deve ser original, uma ideia totalmente nova e com atraentes o suficiente para se tornar fonte de inspiração para outras empresas em suas campanhas. A publicidade é o meio mais rápido das empresas chamarem a atenção do público, mas essa tarefa de receber a primeira atenção não é nada fácil. Também conhecida como mídia offline, a mídia impressa é um meio de comunicação que se refere particularmente aos materiais, de caráter publicitário ou jornalístico, que são impressos em gráficas, birôs de impressão ou em locais específicos. O impresso pode ser veiculado em diversos canais de comunicação, como jornais, revistas, tabloides e anuários. Podendo também ser visto em peças avulsas como flyers, panfletos, cartazes e encartes. Estes materiais ainda podem ser feitos em diversos papéis, plásticos, adesivos, variando-se em tamanho, cor, acabamento e efeito. Confiram as 10 melhores obras-primas da publicidade impressa, anúncios que conquistaram o público com sua criatividade:
O que uma cidade, um país e seu povo têm de mais valioso se não sua cultura? A cultura é o conjunto de atividades e modos de agir, costumes e instruções de um povo. Todos os dias, as pessoas são bombardeadas com elementos culturais que as cercam – o que vestem, o que e como comem, o que ouvem, o que falam e o que fazem.
Mesmo com a globalização, cada região e país ainda preserva seus traços culturais únicos. Pensando nisso, as multinacionais procuram cada vez mais serem, de fato, “multi nacionais”. Tentam se adaptar às culturais locais, para que possam criar um novo espaço comercial, mesmo em lugares improváveis para aquele tipo de produto ou serviço. Isso se torna um desafio, na medida em que é necessário inovar, mas sem perder a autenticidade e consistência da marca.
Por exemplo, como faria a Starbucks para inserir seus produtos na China, país onde o chá verde é a preferência nacional? Partindo desse princípio, a empresa inseriu no seu cardápio produtos a base de chá verde, além de doces tradicionais chineses. Tudo isso sem deixar de incentivar que o povo consumisse o café tradicional.
Além disso, a Starbucks percebeu que deve se integrar à paisagem local e contratou até mesmo uma equipe de design para remodelar suas instalações. Enquanto nos Estados Unidos as lojas de pequeno porte dão certo – já que muita gente entra correndo a caminho do trabalho -, na China o consumidor quer espaço e sofás confortáveis para relaxar durante a tarde.
Esse é só um exemplo de marcas que se modificam de acordo com a região em que atuam. É possível encontrar diversos outros exemplos, como o McDonald´s japonês, que vende hambúrguer de camarão, ou até mesmo o indiano, que não vende carne bovina.
Em 2012, a procura pelo seu próprio nome na latinha ou garrafa, tornou-se incessante para os consumidores do refrigerante Coca-cola. Conheça um pouco mais sobre essa campanha publicitária de sucesso.
“Conseguimos transformar a conotação do zero em algo positivo”, resume o gerente sênior de Marketing do produto, Adriano Torres. Ele apresentou o case da campanha “Descubra sua Coca-Cola Zero”, com o tema “Quanto mais você melhor”.
A Coca-Cola Zero já era líder na categoria de bebidas light e diet, no ano passado, quando a companhia lançou a campanha que incluiu nomes próprios nas embalagens para reposicionar a marca e expandir sua presença no mercado. Além de atingir o objetivo, a ideia, inspirada numa ação da Coca-Cola na Austrália, tornou-se sucesso nas redes sociais e deu às latinhas do refrigerante status de objeto de decoração.
A despeito da liderança entre bebidas de baixa caloria, o produto ainda enfrentava – e enfrenta – dois desafios: o grande espaço para crescimento que o segmento de light e diet possui e a meta de aumentar a base de consumo de Coca-Cola Zero entre jovens adultos para além da categoria diet e light.
Campanha Coca-Cola Zero na Austrália que idealizou a reprodução no Brasil. “Compartilhe uma coca com...”.
A ideia
O mote da campanha começou a nascer no final de 2011, enquanto Torres — gerente sênior de marketing da coca no Brasil — assistia a um material da campanha que a Coca-Cola havia acabado de lançar na Austrália, para a Coca-Cola original. Do outro lado do mundo, a empresa queria reconquistar consumidores entre os jovens adultos, que haviam migrado para bebidas como suco e água. Por lá, a campanha era “Compartilhe sua Coca-Cola”, com o tema “Compartilhe uma Coca-Cola com ‘fulano’ (Share a Coke with...),” que usou 30 nomes e apelidos comuns naquele país.
No Brasil
O marketing da empresa no Brasil convocou toda a sua equipe e as agências de comunicação — Agência Ogilvy — que prestam atendimento à marca para um grande brainstorm. A equipe levantou os nomes mais comuns entre os jovens adultos brasileiros, baseados em estudos do IBGE e obtiveram 150 nomes, depois de muito esforço para reduzir ao máximo.
Os nomes iriam estampar latinhas, garrafas de 2 litros e de 600 ml. Para dar suporte à campanha, a equipe de engenharia da companhia teve de encontrar novos meios de produção da embalagem de alumínio junto ao fornecedor.
Interação com o cliente – Redes sociais
O planejamento começou no final de 2011 e a campanha foi lançada em julho de 2012.
Após um grande investimento em comunicação — TV, rádio e internet — a campanha foi um sucesso e concluiu-se que o consumidor brasileiro passou a ser o que mais interage com a marca em sua página no facebook.
Dados estatísticos resultantes das plataformas digitais da marca, após a nova campanha:
- Facebook - 4 milhões de “Likes” (após a campanha, pois metade são do Brasil);
- Youtube - 8 milhões de participantes via Mobile (App);
Quando a campanha já estava em seu período normal de “esfriamento” — que, segundo o executivo, é de cinco meses — , houve mais um boom na repercussão. Em janeiro deste ano, o grupo cômico Porta dos Fundos lançou um vídeo sobre nomes que, segundo os comediantes, não existiriam nas latinhas. O episódio alcançou mais de 5,7 milhões de views no Youtube.
Vídeo do porta dos fundos
A empresa avaliou que o vídeo não era pejorativo à companhia e postou em sua fanpage “Quanto mais Uélerson melhor”, “Quanto mais Kellen melhor” e “Quanto mais Porta dos Fundos melhor”, numa alusão aos nomes citados no episódio.
“Foi como se disséssemos ‘vimos o vídeo e gostamos’”, comenta Torres.
Próximos capítulos
A campanha brasileira hoje é analisada por equipes da Coca-Cola em outros países como possível ideia a ser aproveitada, dependendo das peculiaridades de seus mercados. Por aqui, a companhia lançou uma segunda etapa da campanha, desta vez colocando cidades turísticas como destaque. Foram escolhidos os 100 destinos mais desejados pelos brasileiros, com base numa pesquisa do Ministério do Turismo. “O jovem adulto gosta de viajar e mostrar para onde foi”, cita.
Segundo o executivo, não há perspectivas de aposentar o “quanto mais, melhor”. “Toda boa história merece continuação”, afirma.
Essa é uma de muitas campanhas de sucesso, continue navegando com a gente e conheça muitas outras!
Vídeos engraçados e muitas vezes sem sentido não são uma invenção nova. Com certeza você já deu risadas das Pegadinhas do Domingão do Faustão alguma vez na sua infância. A grande diferença é que agora nós temos as redes sociais para espalhar todo e qualquer tipo de conteúdo numa velocidade instantânea. O antigo “boca a boca” está cada vez mais rápido e dinâmico.
É assim que surgem os vídeos virais. Aqueles como “Gangnam Style” ou “Harlem Shake”, só para citar alguns dos exemplos mais recentes, aparecem sem que você saiba exatamente de onde, mas, quando menos espera, já estão com milhares de visualizações no YouTube. Através das redes sociais, principalmente o Facebook (site mais acessado no mundo em 2012), esses vídeos agem como um “vírus”, se espalhando pela rede em uma velocidade nunca antes possível.
Nesse novo cenário, é claro que o mundo publicitário não iria deixar essa oportunidade escapar. Muitas empresas já perceberam o potencial do uso de vídeos e conteúdos virais para expor suas marcas e produtos. Nos últimos anos diversos exemplos desse tipo de publicidade foram divulgados nas redes sociais. Pelo menos dois casos, um com resultado positivo e outro nem tanto, merecem certo destaque.
Batman: O Cavaleiro das Trevas. Mais que um viral, uma mobilização nacional.
Video que resume toda a enorme campanha publicitária do filme
Talvez o exemplo mais bem sucedido de conteúdo viral para exposição de uma marca tenha sido a publicidade realizada em torno do segundo filme da série Batman, lançado em 2008. A campanha do filme durou mais de um ano e expandiu a interatividade dos usuários para além do mundo virtual. Iniciada em julho de 2007, começou com a criação e divulgação de sites de Gotham (cidade fictícia das histórias do Batman). Expandindo a campanha, um novo site solicitava fotos de fãs fantasiados de Coringa (o vilão do filme). Todos que enviaram as fotos recebiam kits de maquiagem, cartas do Coringa e até um jornal fictício do The Gotham Times. Mais sites foram lançados, sempre possibilitando a interação com o público. Por fim, foi produzida outra caçada em diversas cidades do mundo (inclusive São Paulo), cujo objetivo era ir até um local específico onde eram entregues uma bolsa e uma bola de boliche que liberavam mais informações exclusivas, incluindo um novo site. Até o final da campanha foram lançados mais de 100 sites, jogos interativos e videos, contando com a participação de mais de 10 milhões de pessoas em 75 países.
O outro lado da moeda: a campanha da Nokia que gerou grandes controvérsias.
Primeiro video da campanha viral da Nokia.
Segundo video da campanha. Só então é possível perceber que se tratava de um video promocional
Em 2012, um vídeo em especial fez grande sucesso nas redes sociais, mostrando um homem visivelmente abalado, que diz que encontrou a mulher dos seus sonhos na balada, mas acabou perdendo seu número. No fim do vídeo, ele pede a todos que tenham assistido ao vídeo que o ajudem a encontrá-la. Depois de aproximadamente um mês, um segundo video foi publicado. Dessa vez, o mesmo homem aparece recebendo uma ligação de alguém que diz ter encontrado sua alma-gêmea. É só no final do video que aparece o logo da Nokia, mostrando que toda aquela história tinha sido apenas uma publicidade.
Apesar de ter sido visualizada por mais de 80 mil pessoas, a publicidade não foi completamente aceita. Parte do público se sentiu enganado, e isso ficou refletido na página do segundo vídeo da campanha, onde a maioria das pessoas diz não ter gostado do fim da história.
O Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, é disparadamente o evento de maior audiência nos Estados Unidos, ano após ano. É muito conhecido também por ter as melhores e mais caras publicidades, com seus poucos segundos sendo muito disputados pelas empresas. Em 2013, o custo médio de um comercial de 30 segundos atingiu o preço recorde de US$ 4 milhões (R$7,9 milhões), caracterizando-se assim como o espaço de publicidade mais caro na televisão americana.
Criada pela adweek.com, a seguir uma seleção dos cinco melhores comerciais exibidos no Super Bowl de 2013.
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